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Como Saber Quais Pratos Estão Dando Lucro de Verdade no Seu Restaurante

há 4 dias
2 min de leitura

O prato mais vendido do restaurante é também o mais lucrativo?


Nem sempre.


Esse é um dos erros mais comuns na gestão de food service: analisar o desempenho do cardápio apenas pela quantidade de pedidos.



Um produto pode aparecer entre os campeões de vendas e, ao mesmo tempo, consumir uma parcela significativa da margem por causa do custo dos ingredientes, descontos, embalagem ou outros custos associados à venda.


Por isso, uma gestão eficiente precisa responder uma pergunta mais importante: quais produtos realmente deixam dinheiro na operação?


Comece pelo custo real de cada prato


O primeiro passo é ter fichas técnicas atualizadas.


Cada ingrediente precisa possuir quantidade e custo definidos. Proteínas, molhos, acompanhamentos e complementos não podem ser adicionados apenas pela percepção de quem está produzindo.


Se a ficha determina 150 gramas e a cozinha utiliza 180, essa diferença se multiplica por centenas de pedidos.


Sem padronização, o CMV calculado no sistema pode ser muito diferente daquele que acontece na cozinha.


Analise o CMV


O Custo da Mercadoria Vendida (CMV) ajuda a mostrar quanto do preço do produto está sendo consumido pelos ingredientes.


De forma simplificada:

CMV (%) = custo dos ingredientes ÷ preço de venda × 100

Porém, CMV sozinho não conta toda a história.

Em operações de delivery, embalagem, promoções, taxas dos canais e outros custos variáveis também precisam entrar na análise financeira.

Descubra a margem de contribuição

Depois de conhecer os custos, observe quanto cada venda deixa disponível para ajudar a pagar as despesas fixas e gerar resultado.

É aqui que dois produtos aparentemente semelhantes podem apresentar desempenhos completamente diferentes.

Um prato de R$ 50 pode deixar uma contribuição maior para a operação do que outro vendido por R$ 65.

Por isso, preço alto não significa necessariamente margem alta.

Cruze margem com volume de vendas

Agora entra uma das análises mais importantes.

Separe os produtos considerando:

  • quantidade de pedidos;

  • CMV;

  • margem de contribuição;

  • ticket médio;

  • facilidade de produção.

Produtos com boa margem e grande volume são candidatos naturais a receber maior destaque no cardápio.

Já itens muito vendidos, mas pouco rentáveis, precisam ser revisados.

Isso pode envolver preço, porcionamento, composição ou participação em promoções.

Não ignore a eficiência operacional

Rentabilidade também passa pela cozinha.

Um prato pode possuir boa margem no papel, mas exigir muito tempo, gerar desperdício ou criar gargalos durante os horários de pico.

Por isso, o produto ideal precisa equilibrar demanda, margem e facilidade de execução.

Conclusão

Descobrir quais pratos realmente dão lucro exige olhar além do faturamento.

CMV, margem de contribuição, volume de vendas e eficiência operacional precisam ser analisados em conjunto.

Essa visão permite decidir quais produtos destacar, ajustar ou até retirar do cardápio.

No fim, não é o produto que mais vende que necessariamente sustenta o restaurante. É aquele que consegue transformar vendas em margem de forma consistente.

Quando o gestor conhece esses números, o cardápio deixa de ser apenas uma lista de pratos e passa a funcionar como uma ferramenta estratégica de rentabilidade.



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