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Precificação para iFood e 99Food: Como Proteger a Margem em Diferentes Canais

26 de ago.
2 min de leitura

Estar presente em diferentes marketplaces pode aumentar o alcance de um restaurante e criar novas oportunidades de venda. Mas existe um erro que pode transformar esse crescimento em problema: precificar sem considerar a realidade de cada canal.



iFood, 99Food e outros marketplaces podem possuir condições comerciais, campanhas, formatos logísticos e custos diferentes.


Por isso, simplesmente copiar o mesmo preço para todos os canais sem analisar a operação pode comprometer a margem.


No delivery, o objetivo não deve ser apenas vender mais. É preciso entender quanto realmente sobra de cada pedido.


Comece pelo custo real do produto


Antes de definir qualquer preço, o restaurante precisa conhecer o custo daquilo que vende.


A ficha técnica é fundamental para calcular ingredientes e porcionamentos, mas outros elementos também precisam entrar na conta.


Considere:


  • ingredientes;

  • embalagem;

  • adicionais;

  • perdas e desperdícios;

  • custos variáveis;

  • despesas relacionadas ao canal.


Sem essas informações, a precificação passa a ser baseada em percepção e não em dados.


Entenda os custos de cada marketplace


Os custos envolvidos na venda podem variar conforme plataforma, plano contratado, modalidade logística e participação em ações comerciais.

Por isso, cada canal precisa ser analisado individualmente.


O gestor deve avaliar o impacto de taxas, campanhas, descontos e demais despesas sobre o valor efetivamente recebido.

Um produto vendido por R$ 40 não significa necessariamente R$ 40 de receita disponível para a operação.


O que importa é quanto permanece depois dos custos associados à venda.


Cuidado com promoções


Campanhas podem aumentar visibilidade e gerar novos pedidos, mas precisam ser planejadas.


Antes de oferecer um desconto, faça uma pergunta simples:


Quanto sobra desse produto depois da promoção?


Um grande volume de pedidos com margem muito baixa pode aumentar faturamento sem melhorar o resultado financeiro.


Promoção precisa ter objetivo definido, seja aquisição de clientes, aumento de recorrência ou movimentação em determinados períodos.


Analise produto por produto


Também é importante evitar uma análise apenas da média geral.


Dentro do mesmo cardápio podem existir produtos com desempenhos completamente diferentes.


Cruze informações como:


  • quantidade vendida;

  • margem de contribuição;

  • ticket médio;

  • participação em promoções;

  • potencial de adicionais.


Essa análise ajuda a identificar quais itens podem receber maior destaque e quais precisam ter preço, composição ou estratégia revistos.


Não esqueça do valor percebido


Precificação não é apenas matemática.


Fotografia profissional, descrição clara, boa apresentação, avaliações positivas e uma experiência consistente aumentam o valor percebido pelo consumidor.


Quando a marca comunica qualidade, a decisão deixa de depender exclusivamente do menor preço.


Conclusão


Precificar corretamente para iFood, 99Food e outros marketplaces exige muito mais do que observar quanto os concorrentes estão cobrando.


É necessário conhecer custos, analisar cada canal e acompanhar a margem gerada por produto.


Os marketplaces podem ampliar significativamente o faturamento de uma operação, desde que exista gestão por trás das vendas.


No fim, não importa apenas quanto o cliente paga. Para a saúde do negócio, importa principalmente quanto permanece na operação depois que cada pedido é concluído.



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